A insegurança em Natal tem deixado a população cada vez mais assustada e acuada. De crimes de grande proporção, como ocorrido na manhã desta terça-feira (09), durante roubo de malote de carro-forte, em frente ao Banco do Brasil, às margens da BR-101, na Zona Sul de Natal, aos constantes assaltos a pedestres e moradores com duplas em motocicletas. Vale ainda destacar o crescente roubo de veículos, como ocorrido no fim de semana.
Em meio a tantas vítimas, casos mais recentes preocupam e muito, pela forma de abordagem dos marginais em motocicletas.
Não bastasse tomar bens como celulares, carteiras, anéis, alianças e correntes, os assaltantes agora estão reclamando, e levando as vítimas ao limite do estresse emocional, para não dizer medo, pavor ou incerteza do que ocorrerá no segundo seguinte.
Pois bem. Um caso, de muitos semelhantes, será brevemente relatado neste texto. Nessa segunda-feira (09), por volta das 18h30, um cidadão de identidade preservada, foi surpreendido por uma dupla armada em uma motocicleta logo ao descer do veículo na porta de uma residência que faria uma visita em Neópolis, bairro na Zona Sul da capital, antes pacato, e neste ano diversas vezes explorado por bandidos. Durante a ação criminosa, um dos marginais desceu da moto, vasculhou objetos no carro, nada de valor encontrou, revistou o homem, sob fortes ameaças, e encontrou “apenas o celular e carteira”, além de papéis com pequenas anotações de trabalho. Insatisfeito, o assaltante apontou novamente a arma para a vítima e perguntou por mais dinheiro, e ouviu de resposta que não tinha mais nada. Aos berros, o garupa gritou novamente por mais dinheiro, e ameaçou atirar para matar. Silenciou por um segundo, titubeou, subiu na motocicleta e fugiu com destino ignorado com o piloto.
O relato do assalto em Neópolis, como dito, é apenas mais um dos casos semelhantes. Uma tragédia iminente. Para algumas vítimas, Deus intercedeu para que nada acontecesse. Para outras, o medo e uma grande reflexão, sobre o questionamento de uma outra vítima, de que ponto chegamos em Natal:
“E se achando que eu fosse morrer tivesse reagido e o pior tivesse acontecido comigo? E se o bandido resolve realmente atirar? Vou ter que ser obrigado a andar com R$ 50,00 no bolso para satisfazer o vagabundo, ou com meu melhor celular para que ele não se irrite com um mais simples que estou usando já em precaução para situações de assalto?”, desabafou.
BLOG DO BG

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